O rio

A minha mãe dizia assim para o meu pai: quando tiver o menino ou a menina quero ir tê-lo à casa da minha mãe. Chegada a altura – eu estava deserta para sair -, o meu pai remava, mas já não foi a tempo e saí logo. Eu queria era ver o Tejo (entre sorrisos), eu queria era ver o Tejo.

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Nómadas do rio

Hoje visitei a aldeia de Escaroupim, uma aldeia piscatória, formada em meados dos anos 30. Alves Redol chamou “nómadas do rio” aos seus habitantes. Famílias que durante os meses de inverno se deslocavam de Vieira de Leiria para o rio Tejo, para as campanhas de pesca de inverno, regressando no verão à sua terra natal, para pescar no mar. O local embora um pouco “abandonado” é lindíssimo e é possível, sem gastar muito dinheiro, realizar uma viagem de barco através do rio, rodear a ilha das garças, passar junto à aldeia da Palhota e observar os cavalos que pastam junto às margens do rio.